Archive for fevereiro, 2011
Yellow Matter Custard: A Guitarra que Paul irá usar.
Ontem, a fábrica de guitarras IBANEZ divulgou pelo Twitter a foto da guitarra que o Paul Gilbert irá utilizar nos shows do YELLOW MATTER CUSTARD, tributo aos Beatles, na semana que vem nos EUA. A guitarra é uma IBANEZ AS103 Custom.
A foto foi feita quando o Paul foi buscar a guitarra na fábrica da IBANEZ.
Nenhum comentário10 Perguntas Com Paul Gilbert.
Entrevista dada ao site Guitar.com
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Paul Gilbert é um homem ocupado, um homem muito ocupado. Ele não só finalizou uma grande turnê de sucesso pela Europa (divulgando seu último lançamento, Fuzz Universe) mas também tem um novo álbum com o Mr. Big. O novo álbum se chama “What If…” e conta com os integrantes originais do grupo.
E agora, 10 perguntas com o sr. Gilbert.
Guitar.com: Paul, pode nos dizer como é o seu processo de composição?
Paul Gilbert: Primeiro eu coloco todas as minhas idéias numa mesa. Então eu olho pra elas e pego as minhas favoritas. Então eu as desenvolvo em algo mais completo. Então eu pego as minhas favoritas destas que sobraram. Então eu entro em pânico porque está faltando alguma coisa e escrevo as duas melhores músicas do álbum em um frenesi de último minuto, sem dormir. Isso é geralmente o que acontece.
Guitar.com: Você alguma vez colocou letras nas músicas apenas para mudá-las para um instrumental mais tarde?
Gilbert: Isso aconteceu numa canção chamada “Mantra the Lawn”. Eu estava feliz que poderia transformá-la em uma canção instrumental porque as letras não faziam sentido. Eram apenas sons ao invés de palavras com um significado específico.
Guitar.com: Você menciona que “Fuzz” é o termo que você ouviu pela primeira vez para descrever o som de uma guitarra com overdrive. Cite alguns clássicos feitos com uma guitarra com Fuzz.
Gilbert: Tudo do Black Sabbath. A introdução de “Revolution” dos Beatles. “Satisfaction” dos Stones. Todas as coisas dos Ramones e do Sex Pistols. O solo de “Goodbye to Love” dos Carpenters.
(Nota do editor – Só no caso de você estar duvidando da memória do Paul ao citar a música dos Carpenters, nós procuramos por ela no YouTube e encontramos um vídeo feito na BBC com um cara tocando uma ES-335 e, de fato, tem um Fuzz.)
Guitar.com: Quem são seus guitarristas favoritos?
Gilbert: Eu gosto muito do Eric Johnson. Eu ainda gosto das gravações do Tony MacAlpine do meio dos anos 80. E também do Malmsteen da mesma época. De vez em quando eu ouço Barney Kessel. E eu gosto muito dos primeiros três álbuns do Allan Holdsworth, e de um que ele fez no Reino Unido. Mas eu devo admitir, eu ainda costumo ouvir músicas com vocais e muitas vezes escuto músicas sem guitarra! Meus ouvidos precisam de algum equilíbrio.
Guitar.com: Qual a sua rotina de prática do instrumentos hoje em dia?
Gilbert: Eu amo estar na estrada com a minha banda solo. Eu acordo, espremo laranjas e faço um suco, encontro meus alunos VIP e faço uma jam com eles por uma hora e meia. Então eu faço a passagem de som com a banda por uma hora e depois uma jam. Então eu janto. Aí eu aqueço no camarim por uns minutos e toco com a banda por duas horas! É o sonho de todo guitarrista! Eu chego a tocar muito! Meus calos ficaram super grossos. Em casa eu não toco muito.. então eu vou até o GIT (Instituto de Guitarra e Tecnologia, em Los Angeles) e dou algumas aulas para poder fazer uma jam com os alunos.
Guitar.com: Você tem um home studio? Qual dispositivo de gravação você usa?
Gilbert: Eu finalmente mudei meu home studio para uma sala do lado de fora da minha casa. Mas é basicamente a mesma coisa, apenas perturbo menos os meus vizinhos. Eu uso Pro Tools. Funciona muito bem e todo mundo usa! Assim fica mais fácil de levar as gravações para outro estúdio se eu quiser colocar baterias nelas.
Guitar.com: O que você considera como seu equipamento básico: Guitarra/pedal/amplificadores/microfones/preamps?
Gilbert: Minha Ibanez Fireman plugada num afinador Boss.. e eu estou sempre mudando os pedais… O mais comuns são: Meu Ibanez Airplane Flanger, um MXR Phase 90 (o que tem o logo com letra de mão e um LED), um H.B.E. Detox EQ, o Fuzz Universe da Majik Box, e todos eles são alimentados pelo Power 2 Plus da Voodoo Labs. Eu uso um combo Marshall Vintage Modern 2 x 12 com o THD Hot Plate entre o cabeçote e os falantes. Para os microfones eu uso um ’57 e um Royer que são plugados no preamp da Amek modelo 9098. É isso.
Guitar.com: A música instrumental voltada pra guitarra parece ter menos interesse das pessoas recentemente. Qual você acha que será o futuro desse instrumento?
Gilbert: Bom, quanto mais a tecnologia avança e os equipamentos têm mais sons complexos a oferecer, é muito reconfortante para mim saber que o acorde MI que eu aprendi quanto eu tinha 11 anos AINDA FUNCIONA. Eu não tenho que descartar a minha velha forma de tocar como se descarta um velho laptop. Tudo que aprendi a tocar ainda é valioso e válido. Então eu acho que os verdadeiros avanços na guitarra devem ser feitos pelos guitarristas mais do que pelos equipamentos. Nós só temos que continuar tocando com ritmo intenso e melodias fortes. Nós temos que tocar em bandas com bons cantores e boas músicas. Nós temos que fazer as garotas dançarem e os caras balançarem a cabeça. Não há um futuro único. É o futuro individual de cada um de nós que sobe ao palco e faz as pessoas quererem ouvir.
Guitar.com: Algum aviso para os jovens guitarristas?
Gilbert: Aprenda “Hey Bulldog” dos Beatles. Aprenda o riff de abertura de “Barracuda” do Heart. Aprenda “Take the Money and Run” do Steve Miller. Aprenda muitos acordes. Encontre um professor que vai lhe ajudar. Aprenda canções.
Guitar.com: O que você vai fazer agora?
Gilbert: Eu estou fazendo três shows com uma super banda de tributo aos Beatles. Mike Portnoy na bateria, Neal Morse na guitarra e teclado e Kasim Sulton é o baixista. Kasim é um dos meus heróis do pop, então estou muito empolgado por tocar com ele, e com os outros caras também. Depois disso eu estarei me preparando para a turnês do Mr. Big pelo Japão e pelo resto do mundo. E eu ainda estou tentando encontrar as melhores notas na minha guitarra, então eu continuo tocando, olhando e escutando.
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