Paul Gilbert na Guitar Player de setembro.
A revista Guitar Player do mês de setembro vai trazer uma entrevista exclusiva com Paul Gilbert.
Na entrevista ele fala sobre a turnê do MR. BIG, os albuns “What If…” e “Fuzz Universe” e também sobre a guitarra Ibanez Fireman.

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Entrevista do Paul Gilbert ao site Metal Assault
Paul Gilbert deu uma entrevista ao jornalista Aniruddh “Andrew” Bansal, no último dia 23 de maio, em Los Angeles, Califórnia.
Andrew: Você disse em uma entrevista recente que ao escrever o álbum “What If …”, você tinha o show em mente. Então, quando você estava prestes a tocar em Los Angeles no dia 2 de abril, os ensaios tiveram um resultado melhor?
Paul: Os ensaios foram muito luxuosos para mim. Normalmente, ensaio durante dois dias com a minha banda solo antes de pegar a estrada. Com o Mr. Big, nós ensaiamos durante cerca de duas semanas! Eu gostei de ter a chance de digerir bem as novas músicas.
Andrew: Você fez um show solo no House of Blues, em fevereiro de 2009 e eu estava lá. Você convidou os membros do Mr. Big para acompanhá-lo no bis. Essa foi a primeira vez que vocês se reuniram após anunciarem a reunião?
Paul: Nós ainda não tinhamos nos reunido nessa ocasião. Nós só estávamos tocando e se divertindo. Mas isso foi uma das coisas que inspirou a nossa reunião.
Andrew: Esse show foi uma surpresa especial para os fãs, porque você também se apresentou com Richie Kotzen, que substituiu você no Mr. Big 12 anos atrás. No momento em que você estava no palco com ele, o que passou pela sua cabeça?
Paul: Nós estávamos apenas nos divertindo tocando música juntos. A música me faz esquecer de tudo, exceto de música.
Andrew: A banda tem sido muito grande no Japão. A que você atribui esse sucesso?
Paul: Eu não tenho certeza. Minha paixão é tocar guitarra, então eu passo muito tempo tocando guitarra, pensando em tocar guitarra, e pensando sobre os equipamentos de guitarra. Sou feliz e grato se eu tiver sucesso em qualquer lugar, mas eu não consigo parar e pensar sobre o assunto por muito tempo. Eu prefiro tocar guitarra.
Andrew: Quanto tempo demorou para vocês escreverem este álbum, e como foi o desafio em voltar a escrever como um grupo após tanto tempo?
Paul: Passamos dois ou três meses juntando idéias. Eu realmente não penso nisso como um desafio. Eu só penso nisso como uma jam e em como encontrar as nossas melhores idéias. Nós trabalhamos duro para isso, mas estamos sempre confiantes de que algo bom vai acontecer.
Andrew: Qual das músicas veio mais naturalmente para você, enquanto escrevia?
Paul: Todas elas aconteceram rapidamente. Na verdade escrevemos mais de 100 idéias, por isso era apenas uma questão de escolher as nossas favoritas e então construir canções com elas.
Andrew: Billy Sheehan é um baixista muito original! De certa forma, isso te pressiona de alguma forma pelo fato de que seu baixo é frequentemente o instrumento principal da música Mr. Big, especialmente nas novas faixas como “Still Ain’t Enough For Me”e “Around The World” ?
Paul: Billy é um músico muito poderoso e seu estilo de tocar é grande parte do som do Mr. Big. Eu apenas tento ouvir o que ele está fazendo e toco alguma coisa que soe bem com ele. Às vezes faço uma linha rápida uníssono juntamente com ele. Às vezes eu toco algo lento para dar espaço para ele esmirilhar. Vou por instinto e tento fazer a música soar bem.
Andrew: Você diria que este é o álbum mais diversificado que você já fez? Eu certamente acho que sim, pois tem músicas de estilos e ritmos muito variados.
Paul: Eu gosto de diferentes estilos e ritmos, então muitos dos meus álbuns têm esses contrastes. O álbum de maior sucesso de Mr. Big, “Lean Into It” tinha músicas rápidas e pesadas como “Daddy, Brother, Lover, Little Boy”, e baladas acústicas como “To Be With You”, então, o contraste não é novidade para nós.
Andrew: Você é único, não só musicalmente, mas também em sua aparência. Durante a execução, você sempre usa fones de ouvido e cabos de guitarra enrolados (N. do T.: Ele menciona os Coiled Guitar Cables, que são cabos similares aos fios de telefone). Como isso se tornou parte de sua persona no palco?
Paul: Bem, eu posso obter uma boa mix com meus fones de ouvido. Soa muito melhor do que apenas a utilização de retornos de palco comuns, então eu aproveito melhor o som. Eu gosto dos cabos de guitarra enrolados. Eles me lembram Jimi Hendrix. Você já viu uma foto dele sem um cabo enrolado?
Andrew: Outro atributo exclusivo de você é a expressão facial que o acompanha enquanto toca. Eu sei que você dá importância a isso, mas você sente que alguns guitarristas exageram?
Paul: Todo guitarrista … na verdade, todo músico tem sua própria maneira de sentir a música. Tocar música é muito emocional para mim, então eu tenho que fazer caras que você não me veria fazendo no dia-a-dia. Se eu não tivesse uma forma de liberar essas emoções, eu enlouqueceria.
Andrew: Qual será o futuro do Mr. Big a partir daqui? Podemos esperar que vocês lancem novos álbuns tão frequentemente como vocês fizeram no início dos anos 90?
Paul: Estamos apenas nos divertindo, neste momento. Estamos fazendo muitas turnês este ano. Depois disso, vamos ver como nos sentimos e faremos planos a partir daí.
Andrew: Então neste momento você está segurando sua carreira solo? E existe uma atualização sobre o status de Racer X?
Paul: Eu realmente não estou fazendo planos, até que eu termine esta turnê. Eu quero colocar toda minha energia no que eu estou fazendo agora.
Andrew: Eu estava na clínica de guitarra de Hollywood que você fez no verão de 2009. Você tocou um cover de The Doors “Light My Fire” naquela noite. As músicas deles são influência pra você?
Paul: Eu realmente não gostava de The Doors, quando eu estava crescendo. Mas agora, eu gosto mais. É muito divertido para tocar suas canções, pois os vocais são muito baixos e fáceis de cantar, e os solos são muito longos!
Andrew: Quando as pessoas falam de The Doors, é sempre sobre Jim Morrison e Ray Manzarek, e quase ninguém fala sobre os riffs de guitarra. Você concorda que os guitarristas desta época são frequentemente subestimados só porque seus riffs não eram exatamente “complexos”?
Paul: Sim, às vezes complexidade atrai mais a atenção dos músicos. Mas eu acho que muito mais pessoas tenham ouvido a introdução de guitarra de “Roadhouse Blues” do que qualquer música Allan Holdsworth. Eu acho que há espaço para todos neste mundo. Eu ficaria muito triste se um único tipo de música fosse permitido.
Andrew: Última pergunta. Eu tenho observado um ressurgimento do vinil hoje em dia, com pessoas querendo comprar o vinil novamente. Você é o tipo de pessoa que ainda gosta de colecionar vinil? Se sim, qual foi o primeiro vinil que você comprou?
Paul: Se eu ficasse mais em casa talvez eu voltasse ao vinil. Mas eu estou sempre viajando, então eu não costumo ouvir qualquer música. Eu toco 2 horas e meia da minha própria música todas as noites. Mais a passagem de som. Mais meus treinos de guitarra. Portanto, não há tempo para outras músicas.
Andrew: Muito obrigado pelo seu tempo, Paul. Foi uma honra e um privilégio de entrevistá-lo.
Paul: Obrigado! Eu espero que você possa fazer isso em um dos shows do Mr. Big!
Fonte: Metal Assault
Nenhum comentário10 Perguntas Com Paul Gilbert.
Entrevista dada ao site Guitar.com
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Paul Gilbert é um homem ocupado, um homem muito ocupado. Ele não só finalizou uma grande turnê de sucesso pela Europa (divulgando seu último lançamento, Fuzz Universe) mas também tem um novo álbum com o Mr. Big. O novo álbum se chama “What If…” e conta com os integrantes originais do grupo.
E agora, 10 perguntas com o sr. Gilbert.
Guitar.com: Paul, pode nos dizer como é o seu processo de composição?
Paul Gilbert: Primeiro eu coloco todas as minhas idéias numa mesa. Então eu olho pra elas e pego as minhas favoritas. Então eu as desenvolvo em algo mais completo. Então eu pego as minhas favoritas destas que sobraram. Então eu entro em pânico porque está faltando alguma coisa e escrevo as duas melhores músicas do álbum em um frenesi de último minuto, sem dormir. Isso é geralmente o que acontece.
Guitar.com: Você alguma vez colocou letras nas músicas apenas para mudá-las para um instrumental mais tarde?
Gilbert: Isso aconteceu numa canção chamada “Mantra the Lawn”. Eu estava feliz que poderia transformá-la em uma canção instrumental porque as letras não faziam sentido. Eram apenas sons ao invés de palavras com um significado específico.
Guitar.com: Você menciona que “Fuzz” é o termo que você ouviu pela primeira vez para descrever o som de uma guitarra com overdrive. Cite alguns clássicos feitos com uma guitarra com Fuzz.
Gilbert: Tudo do Black Sabbath. A introdução de “Revolution” dos Beatles. “Satisfaction” dos Stones. Todas as coisas dos Ramones e do Sex Pistols. O solo de “Goodbye to Love” dos Carpenters.
(Nota do editor – Só no caso de você estar duvidando da memória do Paul ao citar a música dos Carpenters, nós procuramos por ela no YouTube e encontramos um vídeo feito na BBC com um cara tocando uma ES-335 e, de fato, tem um Fuzz.)
Guitar.com: Quem são seus guitarristas favoritos?
Gilbert: Eu gosto muito do Eric Johnson. Eu ainda gosto das gravações do Tony MacAlpine do meio dos anos 80. E também do Malmsteen da mesma época. De vez em quando eu ouço Barney Kessel. E eu gosto muito dos primeiros três álbuns do Allan Holdsworth, e de um que ele fez no Reino Unido. Mas eu devo admitir, eu ainda costumo ouvir músicas com vocais e muitas vezes escuto músicas sem guitarra! Meus ouvidos precisam de algum equilíbrio.
Guitar.com: Qual a sua rotina de prática do instrumentos hoje em dia?
Gilbert: Eu amo estar na estrada com a minha banda solo. Eu acordo, espremo laranjas e faço um suco, encontro meus alunos VIP e faço uma jam com eles por uma hora e meia. Então eu faço a passagem de som com a banda por uma hora e depois uma jam. Então eu janto. Aí eu aqueço no camarim por uns minutos e toco com a banda por duas horas! É o sonho de todo guitarrista! Eu chego a tocar muito! Meus calos ficaram super grossos. Em casa eu não toco muito.. então eu vou até o GIT (Instituto de Guitarra e Tecnologia, em Los Angeles) e dou algumas aulas para poder fazer uma jam com os alunos.
Guitar.com: Você tem um home studio? Qual dispositivo de gravação você usa?
Gilbert: Eu finalmente mudei meu home studio para uma sala do lado de fora da minha casa. Mas é basicamente a mesma coisa, apenas perturbo menos os meus vizinhos. Eu uso Pro Tools. Funciona muito bem e todo mundo usa! Assim fica mais fácil de levar as gravações para outro estúdio se eu quiser colocar baterias nelas.
Guitar.com: O que você considera como seu equipamento básico: Guitarra/pedal/amplificadores/microfones/preamps?
Gilbert: Minha Ibanez Fireman plugada num afinador Boss.. e eu estou sempre mudando os pedais… O mais comuns são: Meu Ibanez Airplane Flanger, um MXR Phase 90 (o que tem o logo com letra de mão e um LED), um H.B.E. Detox EQ, o Fuzz Universe da Majik Box, e todos eles são alimentados pelo Power 2 Plus da Voodoo Labs. Eu uso um combo Marshall Vintage Modern 2 x 12 com o THD Hot Plate entre o cabeçote e os falantes. Para os microfones eu uso um ’57 e um Royer que são plugados no preamp da Amek modelo 9098. É isso.
Guitar.com: A música instrumental voltada pra guitarra parece ter menos interesse das pessoas recentemente. Qual você acha que será o futuro desse instrumento?
Gilbert: Bom, quanto mais a tecnologia avança e os equipamentos têm mais sons complexos a oferecer, é muito reconfortante para mim saber que o acorde MI que eu aprendi quanto eu tinha 11 anos AINDA FUNCIONA. Eu não tenho que descartar a minha velha forma de tocar como se descarta um velho laptop. Tudo que aprendi a tocar ainda é valioso e válido. Então eu acho que os verdadeiros avanços na guitarra devem ser feitos pelos guitarristas mais do que pelos equipamentos. Nós só temos que continuar tocando com ritmo intenso e melodias fortes. Nós temos que tocar em bandas com bons cantores e boas músicas. Nós temos que fazer as garotas dançarem e os caras balançarem a cabeça. Não há um futuro único. É o futuro individual de cada um de nós que sobe ao palco e faz as pessoas quererem ouvir.
Guitar.com: Algum aviso para os jovens guitarristas?
Gilbert: Aprenda “Hey Bulldog” dos Beatles. Aprenda o riff de abertura de “Barracuda” do Heart. Aprenda “Take the Money and Run” do Steve Miller. Aprenda muitos acordes. Encontre um professor que vai lhe ajudar. Aprenda canções.
Guitar.com: O que você vai fazer agora?
Gilbert: Eu estou fazendo três shows com uma super banda de tributo aos Beatles. Mike Portnoy na bateria, Neal Morse na guitarra e teclado e Kasim Sulton é o baixista. Kasim é um dos meus heróis do pop, então estou muito empolgado por tocar com ele, e com os outros caras também. Depois disso eu estarei me preparando para a turnês do Mr. Big pelo Japão e pelo resto do mundo. E eu ainda estou tentando encontrar as melhores notas na minha guitarra, então eu continuo tocando, olhando e escutando.
2 comentáriosAround The World
No último dia 4 de Dezembro, Paul e Billy deram uma entrevista para uma rádio japonesa e, após a entrevista, a rádio tocou a música AROUND THE WORLD que faz parte do novo álbum do MR BIG, “What If…”, que será lançado neste mês de Dezembro.
A música começa por volta dos 7m45s do vídeo, confira:
Comentário estão desabilitados para esta notíciaNovo disco do Mr. Big
Paul Gilbert deu recentemente uma entrevista ao site Ultimate Guitar onde falou sobre um possível novo disco do Mr. Big.
UG – Nós podemos esperar um novo álbum do Mr. Big?
Paul- Eu gostaria. Até agora, tudo tem sido muito bom, e nós estamos tendo ótimos momentos. Há uma boa chance, eu acho.
UG -Você tem qualquer material escrito que possa eventualmente ser usado para o Mr. Big, ou você está apenas vendo como as coisas vão?
Paul- Eu tenho estado tão ocupado… Eu realizei longas turnês na Europa, tour de workshops, gravei o ‘United States’ com o Freddie (Nelson), (N. do T. – último CD lançado pelo Paul) e fiz turnês com ele, logo, as coisas tem sido insanas. Ainda este ano, fiz um show de reunião com o Racer X na NAMM, e lancei novas guitarras e novos pedais. Não tenho tido um segundo livre.
UG -Então, cada um dos membros do Mr. Big vai ter de se sentar, discutir a possibilidade, e encontrar um espaço comum em suas agendas?
Paul- Sim, exatamente.
Para ler a entrevista completa, em inglês, clique aqui.
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